sábado, 24 de setembro de 2011

Gotas que doem


Em meio às tortuosas curvas de águas revoltas diversos sonhos são devastados. Em meio ao caos urbano gerado a natureza revela toda sua voracidade.
O ser humano chegou ao ápice de sua inescrupulosa avidez por  progresso e sem limites atingiu tudo o que poderia ser obstáculo a tal feito, porém como o princípio físico toda ação tem uma reação, seja mediata ou imediantamente.
Os últimos acontecimentos demonstram que a humanidade caminha pelo seu mais sombrio trajeto. O crescimento desordenado das cidades e a poluição são os principais fatores dos desastres naturais. A despreocupação e a falta de recursos  econômicos  por grande parte da população são os maiores aliados a esta torrente devastação
Plantar em vez de agredir. Preservar em vez de poluir. Respeitar em vez de ignorar, são palavras desconhecidas do vocabulário. As populações sofrem com as atitudes  inconseqüentes de antes e de agora. Era sabido que haveria a hora em que o meio ambiente iria reagir mas o que torna mais alarmante é que essa despreocupação se prolonga no tempo e isso é só o começo.
Assim sendo, o crescimento da população urbana, a escassez econômica, o acúmulo de lixo, a poluição descabida, a inobservância dos órgãos incumbidos, a indispissência das autoridades e a ignorância de muitos cidadãos são algumas das causas dos problemas que estão ocorrendo em todo o globo.
Além disso, é impossível ligar a televisão e não se comover com a situação das pessoas atingidas pelas catástrofes. Os noticiários têm revelado com tamanha audiência o drama dessas famílias. “ Uma mulher abraçada ao seu cachorro em cima de uma casa prestes a desmoronar com a forte correnteza é resgatada por uma corda e em um instinto de sobrevivência solta seu fiel ao amigo aos prantos nas águas revoltas.”  Sonhos e lutas de uma vida inteira dilacerados em minutos. O pranto das famílias e as trovoadas ressoam como um canto sombrio anunciando que mais tempestades estão por vir.
Porém não menos revoltoso e muito mais desumano é quando nos deparamos com inúmeras espécies de animais em extinção, ou quando dezenas de espécies marítimas e terrestres são mortas em virtude da descabida ganância e indiferença humana, ou quando milhares de toneladas de lixo orgânicos e tóxicos são jogados todos os dias nas ruas, rios e mares. Sustentabilidade, planejamento e conscientização é chegada à hora de todos erguerem essa bandeira em prol de um futuro melhor.
A responsabilidade com o meio ambiente é dever de todos. Assim cabe ao governo iniciativas de conscientização e melhor distribuição dos recursos econômicos e aos órgãos municipais um correto planejamento urbano. As indústrias e às empresas cabem conciliar o crescimento econômico com a preservação ambiental. Aos governantes e futuros candidatos cabe priorizar em suas plataformas medidas de preservação e conservação dos recursos ambientais. Por fim, aos cidadãos cabem a auto-reflexão e a conscientização de que todo lixo que degrada o meio ambiente será a futura arma que entrará pela porta da frente de suas residências.
As lágrimas se confundem em meio às gotas de chuva, a água barrenta de tons avermelhados guarda a tristeza de muitos olhares, porém os raios tímidos de sol que surgem entre as nuvens escuras rescendem uma vez  mais a esperança de um porvir melhor.

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